Laura K. Marsh, PhD, Líder da expedição. A Dra. Marsh é bióloga de campo há mais de três décadas, e vem estudando tudo sobre primatas, grandes felinos e morcegos, pássaros, borboletas, plantas e pessoas. Atualmente, ela é Diretora e Co-fundadora do Instituto Global de Conservação (Global Conservation Institute), onde conduz pesquisas sobre primatas, especialmente sobre os parauacus. Ela já realizou muitas expedições bem sucedidas no México, Belize, Panamá, sendo a maioria na Amazônia equatoriana, especificamente em busca de parauacus. Ela tem participação em dúzias de projetos de pesquisa de campo ao redor do mundo. Já morou, trabalhou, viajou e estudou em 30 países, incluindo o Brasil; 75% desses são países tropicais onde ela pôde estar em campo. Em 2014, ela revisou a taxonomia de Pithecia, descrevendo 16 espécies, das quais cinco são novas para a ciência, sendo a maior revisão dentre todos os gêneros de primatas neotropicais em mais de meio século. O objetivo do projeto proposto surgiu desse trabalho de revisão, onde ela descobriu que P. vanzolinii não tem sido visto na natureza ou em zoológicos desde que foi coletado e tombado em museus na década de 30. Para a revisão de Pithecia, ela trabalhou em 36 museus, em 28 cidades e 17 países, onde ela também visitou parauacus de cativeiro e de vida livre no Equador, Peru, Brasil, Europa (Inglaterra, Itália, Franca, Escócia, Suíça, Alemanha, Suíça e Países Baixos), Estados Unidos e Japão. Ela é conhecida pelos dois volumes do popular livro Primates in Fragments (Primatas em Fragmentos) e por mais de 80 publicações científicas. Ela é um membro ativo do Grupo de Especialistas em Primatas da IUCN (IUCN Primate Specialis Group) e dos Comitês de Educação e de Conservação da Sociedade Internacional de Primatologia. A Dra. Marsh tem trabalhado com comunidades locais e grupos indígenas em nome da educação para conservação, incluindo ações como Coordenação de Educação do Centro de Educação Tropical do Zoológico de Belize. Ela criou o Programa Educacional da Floresta Tropical (Tropical Rainforest Education Program, TREP), o único programa educacional independente disponível na década de 80 para professores do K-12 em ecologia de florestas tropicais e questões atuais. Como membro da equipe técnica do Laboratório Nacional Los Alamos, ela desenvolveu a “Elder Network”, componente do Monitoramento de Radiação Atmosférica do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), um programa de monitoramento de mudanças climáticas na Papua-Nova Guiné, Nauru, Austrália e na encosta norte do Alasca. Dra. Marsh irá liderar todos os aspectos da expedição proposta, incluindo pesquisa, logística, coordenação da filmagem do documentário, conservação e desenvolvimento de programa de educação.



Felipe Ennes Silva, PhD, adb, Co-líder da expedição. Ennes é Mestre em Zoologia e atualmente está completando seu doutorado em “Ciências da Vida e do Ambiente” (Environment and Life Sciences). Ele é pesquisador colaborador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), em Tefé, Amazonas, Brasil. Ennes é brasileiro e o principal contato com os demais pesquisadores brasileiros, ONGs e entidades governamentais. Ennes é pesquisador de campo do IDSM há seis anos. Mamirauá foi criado em abril de 1999 e apoiado e supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), atuando como uma das unidades de pesquisa do MCTIC. O primeiro diretor geral do Mamirauá foi o primatólogo José Márcio Ayres, destacando a importância da conservação de primatas para o Instituto. O Instituto Mamirauá desenvolve atividades através de programas de pesquisa, manejo e assistência técnica, com foco nas áreas das Reservas Mamirauá e Amanã no médio Solimões, Estado do Amazonas. Juntas essas reservas constituem uma área de 3,474 milhões de hectares. A partir de acordos com o governo do Estado do Amazonas, o Instituto Mamirauá suporta o manejo dessas Reservas. Ennes é um especialista em ecologia, comportamento e conservação de primatas neotropicais. Ele foi aluno da Dra. Marsh e agora está realizando seu doutorado com o Dr. Jean Paul Boubli, em “Ciências da Vida e do Ambiente” (Environment and Life Sciences), na Universidade de Salford, Reino Unido. Ennes é um hábil líder de expedições em locais remotos da Amazônia, particularmente ao longo do rio Juruá, onde esta expedição acontecerá. Junto a Dra. Laura Marsh, Ennes será encarregado da logística, pesquisa e todos os aspectos da gestão da expedição. Ele é o líder PI no Brasil.


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Lísley Pereira Lemos Nogueira Gomes é uma bióloga brasileira que começou a se envolver na pesquisa com primatas há seis anos. Premiada por seu desempenho acadêmico e recentemente selecionada como aluna do PCTP (Pre-Congress Training Program) da Sociedade Internacional de Primatologia. Gomes iniciou sua carreira na pesquisa de campo trabalhando com comunicação vocal de quatro espécies de primatas na Mata Atlântica. Desde 2014, Lísley vem estudando primatas amazônicos como pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamiruá. Em 2015, ela participou de uma expedição ao rios Aripuanã e Manicoré, para compreender o estado populacional de uma espécie de sagui recentemente redescoberta (Mico marcai), no sul da Amazônia, na região do Arco do Desmatamento. Suas experiências incluem planejamento de expedições, elaboração de censos populacionais de vertebrados terrestres e o uso do conhecimento ecológico local na pesquisa etnoprimatológica. Atualmente, Gomes representa o Conselho Científico no Comitê de Manejo Participativo da Reserva Extrativista Auati-Paranã, e conduz pesquisa sobre sustentabilidade da caça de subsistência nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, na Amazônia central. Durante a expedição, Gomes irá gerenciar o barco, sendo também responsável pelas buscas por primatas e avaliação da atividade de caça.

Marcus Athaydes Liesenfeld é biólogo, graduado em botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/1998), Mestre em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp/2002) e Doutor em Ciência de Floresta Tropical pelo Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA/2014). É professor da Universidade Federal do Acre (UFAC) no campus Floresta em Cruzeiro do Sul/AC e conduz pesquisas em ecologia com ênfase em na ecologia do fogo na floresta tropical, ecologia de Arecaceae, interações ecológicas animal-planta, atuando nos seguintes temas: dispersão de sementes, impacto do fogo nos ecossistemas, destino das plantas após o fogo, respostas morfológicas e mudanças anatômicas pós-fogo nas plantas, regeneração florestal, restauração de ecossistemas e conservação da natureza.

Alejandra Duarte, Professora na Escola Nacional de Antropologia e História, em Tlalpan, México. Ela é uma antropóloga física que iniciou sua carreira na primatologia avaliando o comércio ilegal de primatas como animais de estimação, explorando o impacto econômico, as espécies envolvidas, os aspectos relacionados ao bem estar animal e o perfil do proprietário. Ela então realizou seu mestrado em Conservação de Primatas, na Universidade de Oxford Brookes. Em 2008, Duarte juntou-se ao Projeto Bugio-Preto (Black Howler Monkey Project), no qual estuda ecologia social de primatas na região de mangue da Reserva da Biosfera Tenosique, no sudeste do México. Esse estudo foi pioneiro no país, desafiado pelas condições de estudos de primatas nessas áreas. Os dados foram obtidos sobre o estado de conservação da população e a flexibilidade da espécie em lidar com a perturbação do ambiente. Hoje a região é considerada uma área prioritária para conservação de primatas. Ela desenvolveu um projeto de pesquisa em Centla, focado no uso de recursos e competição entre os bugios, macacos-aranhas, e humanos dividindo a mesma floresta montanhosa. Esse projeto foi usado para ressaltar as espécies vegetais que são recursos-chave para primatas e que também são explorados por povos locais, listando-as como espécies protegidas. Esse esforço para conservação envolve um trabalho de aproximação com as comunidades locais para promover alternativas econômicas para eles. Para atender a necessidade de educação para conservação de primatas de modo amplo no México, desde 2010, Duarte tem se dedicado aos esforços para treinar e envolver estudantes de graduação em diferentes disciplinas através de palestras e workshops para envolvê-los no trabalho de campo. Duarte será líder dos grupos de pesquisa durante a expedição e coordenadora das atividades educacionais nas comunidades.

Juan Pablo Bueno Gomez é engenheiro ambiental, biólogo, cineasta e operador de drone. Ele assumirá a liderança na operação, mapeamento, coleta de dados e treinamento do restante da equipe para o uso dos drones. Seu trabalho consistirá em orientar a equipe através da floresta alagada com a ajuda de um drone, que dará um retorno aéreo em tempo real sobre a nossa localização e trajetória. Ele tem se envolvido com projetos audiovisuais utilizando drones para documentar impactos ambientais, habitats de primatas e paisagens. Isso tem lhe proporcionado experiência para trabalhar com essa ferramenta em quase qualquer ambiente e condição, auxiliando na compreensão da composição da floresta onde os parauacus vivem, e fazendo um mapa detalhado da área de estudo.

Anamélia de Souza Jesus é brasileira, bióloga e Mestre em Zoologia pela Faculdade de Biociências da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Desde a graduação está envolvida na pesquisa com primatas não-humanos. Trabalhou com diversas espécies no manejo em cativeiro. Sua experiência é voltada principalmente para o comportamento e conservação de bugios (Alouatta spp.), também chamados de barbados ou guaribas. Em seu mestrado estudou a dieta e a carga parasitária de bugios-pretos. Após o término desse estudo, participou do Projeto Muriqui de Caratinga, por dois anos, coletando dados sobre demografia e comportamento de dois grupos de muriquis-do-norte. Em 2016 iniciou seu trabalho no Grupo de Pesquisa em Ecologia de Vertebrados Terrestres do IDSM, onde desenvolve estudo de avaliação da sustentabilidade da caça de guaribas para subsistência de comunidades ribeirinhas das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Amanã e Mamirauá. Anamélia tem auxiliado no planejamento logístico da expedição e na tradução de textos e documentos. Sua participação durante a expedição iniciará em Março, quando auxiliará na busca por primatas, na coleta de dados, planejamento e operação de drones.

Dr. Shayna Whitacker, DVM.  A Dra. Whitacker é veterinária e membro da Diretoria do Instituto Global de Conservação (Global Conservation Institute). A Dra. Whitacker foi gerente de projeto, pesquisadora de campo, coordenadora de tecnologia e veterinária em duas grandes expedições lideradas pela Dra. Marsh na Amazônia Equatoriana em busca de parauacus. Ela foi proprietária e atuante em quatro empresas veterinárias de sucesso nos Estados Unidos e trabalhou como pesquisadora assistente de campo em numerosos projetos em saúde animal e biologia de aves. Dra. Whitacker será a lideraça em bem-estar animal durante a expedição.

 

Captain Elival

Capitão Elival, capitão do batelão, nosso barco-casa. O capitão já navegou, por cerca de adoráveis 20 anos, por toda a região onde a expedição Houseboat Amazon vai trabalhar. Ele está muito interessado na segurança de todos os que se juntarem a expedição. E ele está tão animado que quer ser um dos barqueiros das pequenas embarcações que utilizaremos na busca pelos macacos.

Christina Selby is an independent journalist and photographer. She focuses on stories of conservation and environment in the American southwest and in the world’s endangered biodiversity hotspots. She holds a bachelor’s degree in Ecology, Evolution and Animal Behavior and a Master’s in Environment & Community. She worked for three years in a subsistence village in the Panamanian rainforest as a Peace Corps Volunteer where she supported the effort to create the San Lorenzo Protected Area and World Heritage Site. She has traveled extensively in Central America, Brazil and India. She also co-founded a non-profit environmental education organization in Santa Fe, NM where she now works as a freelance writer and lives with her husband and two sons. She’ll be covering the expedition for bioGraphic, Mongabay and other publications.

SuperGuide_IvanBasistaDaSilva

Ivan Batista da Silva is our super guide. Our super Ivan learned how to walk on the forest and search for animals tracks when he was eight years old, with his father. He grew up in Mato Grosso state, a region that was strongly devastated during the military government (in the 70's) in Brazil. So, Ivan has learned to love the forest by seeing it being destroyed. Now, he is employed by a local NGO that monitor human activities in the last forest remnants in his region. For the last three years Ivan has been focusing on supporting primate studies, as a field guide, and now, he is so excited to work in a continuous forest in search of Vanzolinii and all the other creatures that live in this large rainforest.

 

EQUIPE DE SUPORTE DA HOUSEBOAT AMAZON

 

Karem Dávalos (Perú): Coordenadora do Projeto e da Mídia Social

https://about.me/karem.davalos

 

Dirk Norris (Novo México, EUA): Suporte a divulgação no Twitter

http://www.nmfilmfoundation.org

 

Dr. Rachel Locke (Pensilvânia, EUA): Responsável pela redação para financiamentos e gerenciamento de projetos

http://www.rachellocke.com

 

Dr. Jeanne M. Fair (Novo México, EUA): Suporte a divulgação no Instagram 

http://www.global-conservation.org

 

Pedro Santos (Portugal): Suporte em Manaus

 

Rodrigo Araújo (Brasil): Suporte em Manaus

 

Anamélia de Souza Jesus (Brasil): Suporte em Tefé no Instituto Mamirauá, traduções para português e documentos

 

Fernada Paim (Brasil): Suporte em Tefé no Instituto Mamirauá

 

Fiquem atentos para os cineastas Jaime Guerra e Nalini Alfonseca (ambos da República Dominicana)!

 

CONTACT US

To partner with us, or for general inquiries, email

Dr. Laura K. Marsh: houseboatamazon@gmail.com

 

Global Conservation Institute:  www.global-conservation.org  

Mamiraua Institute:  http://www.mamiraua.org.br